segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Olha, eu sei que o barco tá furado

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, 
mas queria te dizer pra não parar de remar, 
porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. 
Tá me entendendo? Eu sei que sim. 
Eu entro nesse barco, é só me pedir 
(...) sozinha, não vou. 
Não tem como remar sozinha,
 eu ficaria girando em torno de mim mesma. 
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! 
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes (...) 
Eu desisto fácil, você sabe. 
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, 
mas eu entro nesse barco, é só me pedir. 
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. 
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. 
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. 
Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. 
Eu te ensino a nadar, juro! 
Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, 
que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! 
Você tem que me prometer que 
essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. 
Que por você vale a pena. 
Que por nós vale a pena. 
Remar. 
Re-amar. 
Amar."

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